Desde que comecei a entender que no mundo todo existe um sistema, e que este sistema se perpetua e toma o poder pela força ou - nas democracias - pelo voto. E observando a história universal , vi sempre a existência de uma elite que - no mundo todo - detêm os privilégios, enquanto a maioria paga a conta. Percebi a necessidade de mudanças.
Estamos no terceiro milênio, e mudanças de fato não houve. Há que se registrar o avanço em benefício da classe trabalhadora. Esta - porém - continua arcando com os deveres, enquanto a elite continua com os privilégios.
O poder econômico é uma realidade em todas as nações. Este poder discrimina, exclui, destroe. Os interesses desse poder são sempre bem defendidos, conseguem os detentores do poder econômico passar o que " não é " , como " se fosse" . Invertem os valores, e aquilo que realmente " é " , deixa de "ser".
Aqueles que percebem e têm a coragem de apontar o erro e até de lutar contra o sistema, são alijados e perseguidos: juristas, cientistas, filósofos, sociólogos, etc.etc.etc.
Quem achar essa visão pessimista, deve atentar para os escândalos de nosso País. De tantos, em todas as instâncias e poderes, é difícil saber qual o pior, embora todos sejam ruins. Observe a crise econômica mundial. E o pior , o lucro contabiliza-se; o prejuízo, o povo paga.
Mudar é preciso. Mas... como e o quê mudar. O que mudar não é difícil de apontar. E entre as mudanças necessárias, entendo que a principal é a reforma política. Uma reforma que contemple o cidadão que vota com o direito de ele mesmo exercer o veto àquele que escolheu, quando este deixa de atender aos princípios mínimos no exercício de sua legislatura. Quando falo de veto, estou dizendo cassação mesmo.
O poder judiciário como hoje é estabelecido, deve ser mudado. É preciso que este poder seja realmente independente e que, estabelecido pelo povo , não dependa da indicação política nem de verbas que os políticos em exercício possam a ele destinar.É preciso desburocratizar o Poder Judiciário de nosso País, diminuir os recursos que impedem - muitas vezes - que o infrator seja punido.
Como mudar. Este é o problema. Os políticos no poder - e também os partidos políticos - têm realmente o desejo de mudar? Penso que não . Seus privilégios são tantos que eles não querem mexer nisso. Pelos escândalos sabidos de nosso Congresso, o silêncio daqueles que dizem não concordar com esses fatos, percebemos que por esse poder nenhuma medida moralizadora será colocada em prática. O que na realidade vemos, é a aplicação da desastrosa máxima : "É preciso mudar, para que tudo continue como está."
Nós eleitores temos que participar mais. Vamos nos organizar e exercer o voto distrital por nossa conta. Aqueles que têm condições de usar E-mails poderia descobrir o candidato que está mais próximo de seu domicílio eleitoral e que tenha um bom perfil. Colher algumas informações a respeito desse candidato e divulgar pela internet . Instruir os eleitores da região a não votarem em candidatos de outras regiões. Mostrar a esse candidato o que se espera dele. Fiscalizá-lo após sua posse e cobrar uma postura digna do cargo que ocupa.
Devemos, ainda, criar um sistema de conscientização daqueles que não possuem condições de obterem as informações necessárias para o exercício da cidadania. Fazendo disso uma verdadeira cruzada nacional.
Se nos unirmos, conseguiremos.