Na trajetória da humanidade temos visto muito avanço e recuo. Avançamos no saber, na ciência, e na tecnologia. Recuamos, e muito , na moral que deveria conduzir os seres humanos em sua trajetória de vida e no relacionamento em sociedade.
Existe em nosso viver um paradoxo, pois a um só tempo temos avançado nos segmentos do conhecimento e, regredido na ética que deveria permear o relacionamento social e político partidário.
Quando falamos do relacionamento em sociedade, sou partidário da idéia em que a moral que faz parte da natureza humana, é também transcendente. Quando a moral do respeito ao próximo, da prática das normas que privilegiam o público para o benefício de todos é o costume da sociedade, o equilíbrio permite que se viva melhor. Quando é implantado o domínio de um grupo , sempre estaremos agindo fora da ética que se sustenta por si mesma. E a mentira, a demagogia, o descalabro e a criação de verdadeiros bandos de marginais , são estabelecidos em prejuízo dos que lutam honestamente para ter uma vida dígna de um ser humano.
Como se livrar de tais grupos, se as leis imorais são estabelecidas por eles. Se dominando os três poderes conspurcam a democracia, privilegiando o capital e os que desavergonhosamente se vendem por trinta denários.
O egoísmo exagerado do eu tenho , eu posso ; do individualismo que se isola, vivendo - ainda hoje - como se estivesse em castelos medievais, da prática imoral dos que se compram e dos que se vendem, impedindo que as riquezas dos recursos naturais sejam utilizados em benefício de todos que é a prática predominante. Sendo este o retrato real, que infelizmente não é só da nossa Nação.
Se olharmos para o mundo, vamos ver : guerras, guerilhas , crimes bárbaros por motivos fúteis, desejo de domínio, etc. etc. etc. Se atentarmos para a história da humanidade, veremos que temos optado pelo caminho da destruição. Destruição de nações e povos. Destruição dos bens naturais. Domínios sobre os mais fracos, e até a destruição dos que corajosamente se antepuserem a esses egoísticos desejos . Para onde caminhamos?
Sem querer polemizar, pois criacionista que sou - pela fé - vejo em tudo isso algo que o salmista, em um salmo profético externou : " Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as sua cordas." ( Salmo 2 . 1 e 3 - SBTB )
Do texto bíblico exposto, gostaria de fazer algumas considerações sobre a última parte do versículo que diz : "Rompamos as suas ataduras , e sacudamos de nós as suas cordas."
Romper as ataduras e sacudir as cordas, nos remete diretamente a uma rebelião contra Deus e suas leis. É , também , a um só tempo, rejeitar a autoridade de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Esta rebelião pode até dar uma sensação de liberdade. Entretanto, a nós seres humanos não resta outros caminhos senão os dois propostos na Palavra de Deus, ou seja : o caminho da vida eterna, em Cristo Jesus - o Filho de Deus; ou , o caminho da perdição, segundo o engano do mundo. Mesmo porque a tão decantada liberdade total, nunca existiu e nem exitirá. Os outros estarão sempre a limitar a nossa liberdade, e sem a existência dos outros, não existiríamos.
É de se ver, ainda , o sábio ensinamento do apóstolo Pedro , em sua segunda epístola , que diz : " Prometendo liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo." ( II Pedro 2 . 19 - SBTB )
Por tudo isso, escolhi a liberdade de estar preso à prática de um cristianismo sincero, vivendo em paz com todos. Para tanto , tento colocar em meu viver, cotidianamente , os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo, principalmente : " … : Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. E o segundo, semelhante a este , é : Amarás o teu próximo como a ti mesmo." ( Mateus 22 . 37 a 39 - SBTB ) .Daí a pergunta : Romper com Deus , … servir a quem ?
ROMPER COM DEUS…..SERVIR A QUEM ?
Data: 13/02/2013
Autor: Pr Benedito Toledo de Almeida