É CONFIÁVEL O NOVO TESTAMENTO?
É CONFIÁVEL O NOVO TESTAMENTO?

É CONFIÁVEL O NOVO TESTAMENTO?
Data:  03-08-2009
Autor:  Benedito Toledo de Almeida

Muitas dúvidas têm surgido sobre a confiabilidade do Novo Testamento. Críticos sinceros e alguns até mal intencionados, têm colocado alguns senões sobre estes textos da Bíblia Sagrada.

Neste estudo veremos algumas considerações - uma espécie de resenha ou mesmo fichamento   sobre  o livro " MERECE CONFIANÇA O NOVO TESTAMENTO ? . Este obra, cujo autor é F.F.Bruce - tendo como tradutor Waldir Carvalho Luz , foi publicada pela Editora Vida Nova - São Paulo. Vejamos pois :

Cap. I - Tem Importância ?
O autor ao formular a resposta da pergunta do título deste capítulo, fundamenta sua tese em 6(seis) pontos principais :
1º - Os que dizem que a história de Jesus é apenas um mito, admitindo - entretanto - o valor dos ensinamentos.
2º - Enfoca que tal argumento pode ser válido às certas religiões ou ensinamentos filosóficos; porém, o evangelho não é código de ética e sim as boas novas proclamada para a humanidade.
3º - A proclamação das boas novas está estreitamente ligada à ordem histórica ( Deus penetrou a história, o Eterno invadiu o tempo).
4º - A própria definição do cristianismo como boas de salvação da humanidade, distingue dos demais sistemas religiosos e filosóficos que não se relacionam com o tempo de modo explícito, daí a importância de se ver a fidedignidade dos escritos desta revelação.
5º - A verdade dos documentos neo-testamentários é também questão de muita importância em bases simplesmente históricas.
6º - Após comentários conclui que, seja teológica, seja histórica a perspectiva em que nos situemos, é de capital importância o serem os documentos neo-testamentários fidedignos ou não.

Cap. II - Os Documentos ( Data e Comprovação )
Descreve a formação do Novo Testamento, relatando resumidamente os assuntos e autorias de cada um dos 27 escritos tidos como livros.
Fazendo algumas citações paralelas, procura demonstrar as datas dos acontecimentos e dos escritos dos Evangelhos, o que a seu ver favorece a aceitação dos Livros como fonte histórica.
Procurando demonstrar o tempo mais próximo da realidade em que foram escritos Atos e as Cartas, afirma que o tempo do fato e a redação da maioria dos livros, foi breve do ponto de vista de investigação histórica.
O autor encerra este capítulo após várias considerações determinantes da validade dos escritos do Novo Testamento, com uma afirmação por parte de um estudioso com autoridade para emitir juízos nestas causas que considera autênticas as escrituras do Novo Testamento ( Sir Frederic Kenyon - A Bíblia e a Arqueologia - 1940 - pg 16 - 28 )

Cap. III - O Cânon Neo-Testamentário
Aqui o autor descreve a história do Cânon Neo-Tetamentário. Assinala  a posição cristã-histórica de atribuir ao Espírito Santo a formação de cada um dos livros, também  dirigiu a seleção e incorporação de todos eles no cânon.
A afirmação mais singular , no caso, é a de que os livros do NT, tornaram-se canônicos por já serem aceitos pelas Igrejas ( pg 36 )

Cap IV - O Evangelho
Os Sinóticos - Após apresentar farto argumento, firmando-se em alguns autores antigos da história dos povos onde ocorreu o fato e a origem do cristianismo, o autor conclui que os evangelhos sinóticos são acordes na apresentação dos fatos básicos da fé cristã, e como diz : " um filamento tríplice não fácil de romper." ( pg 39 a 60 ) .
O Evangelho de João ( IV Evangelho) - O autor, em suas considerações, fundamenta o porque ele crê que este evangelho foi escrito pelo discípulo de Cristo, João. A diferença deste evangelho e os demais (sinóticos), é que clareia a originalidade e veracidade do Evangelho de João. Também a forma é rica e diferente. Aqui também é confirmada a autenticidade por outras fontes, embora haja divergências. ( pg 61 a 79)

Cap. V - Os Milagres dos Evangelhos
Argumenta de início que, se aceitarem ou se aceitarmos a sobrenaturalidade em Jesus , não há embaraço para se aceitar os estágios milagrosos. Quanto à ressurreição do Senhor, apresenta sólidos argumentos para justificá-lo, inclusive a propagação do cristianismo, com base na pregação do evangelho, sustentando Cristo como ressuscitado e Salvador da humanidade. Fato que não pode ser refutado na época, com bases sólidas. Quanto aos milagres de cura, informa o autor, que nem mesmo os adversários de Cristo, colocavam dúvidas. Pura e tão somente diziam ser obra de bruxaria, etc... Quanto aos milagres sobrenaturais, o autor afirma que foram preservados como forma de afirmar o poder divino.( Pg 80 a 97 )

Cap VI - A Importância da Evidência Paulina
O autor demonstra aqui a origem e conversão de Paulo, e afirma que os seus escritos não deixam dúvidas quanto a vida de Cristo, sua ressurreição e seu sacrifício  em benefício da humanidade. É sem dúvida, para ele, um dos mais preciosos escritos que evidencia a realidade cristã. ( pg 99 a 103 )

Cap VII - O Escrito de Lucas
Sobre estes escritos, o autor não deixa dúvidas sobre o seu valor histórico. Isto comprovado por vários historiadores e renomados estudiosos da matéria. ( Pg 105 a ll9)

Cap VIII - Evidência Arqueológica
Neste capítulo demonstra algumas descobertas arqueológicas que evidenciam a probabilidade histórica do cristianismo primitivo, tanto em Jerusalém como na Grécia.

Cap IX - A Evidência dos Escritos Judaicos Antigos.
1. - Os Escritos Rabínicos - Alguns rabinos de eras mais remotas, registram  opinião sobre Jesus, para eles Jesus era transgressor e eles afirmam que seus discípulos curavam enfermos em nome do Mestre.

2. - Josefo - Mostra o autor as coincidências entre os relatos de Lucas e Josefo, sobre a morte de Herodes Agripa ( At 12 : l9 - 23 ) . Também Josefo registra a morte de João Batista e a Tiago, irmão do Senhor.  Josefo, faz ainda menção à Jesus que é aceita como verídica por uma autoridade judáica, excetuada alguns escritos que são considerados acréscimos . ( pg 142 )

Das referências de Josefo, o autor cita uma conclusão interessante: " Portanto, temos boas razões para crer que Josefo fêz direta referência a Jesus, testemunhando-Lhe quanto : a) à data em que exerceu o ministério; b) à reputação de traumaturgo; c) ao fato de ser irmão de Tiago; d) à crucificação sob Pilatos, mercê de informação das autoridades judaicas ; e`) à postulação messiânica; f) à condição de fundador da "família dos cristãos" ; e , provavelmente, g ) à crença de que Jesus ressuscitou dentre os mortos ( pg 105 a 146)

Cap X - A Evidência dos Escritores não Judeus da Antiguidade
Talo - Escritor grego 52 Dc - Os Fragmentos dos Historiadores Gregos - de F. Jacoby II B ( Berlim, 1929 - parágrafo 256, informa que Julio Africano, cronologista cristão que conhecia os escritos de Talo, em discutindo as trevas que sobrevieram durante a crucificação diz: " Talo, no terceiro livro de suas histórias, sustenta que essas trevas foram nada mais que o resultado de um eclipse do sol - explicação desarrazoada, a meu  ver( desarrazoada naturalmente, porquanto um eclipse solar não poderia ocorrer por ocasião da lua cheia, sendo que foi justamente no plenilúnio pascal que morreu Cristo"( pg 147) . Infere-se daí que : a) a tradição do Evangelho, ou pelo menos a estória tradicional da paixão, era conhecida em círculos não cristãos, em Roma por volta da metade do século primeiro; b ) os adversários do cristianismo procuravam refutar essa tradição cristã com o dar aos fatos interpretação naturalista( pg 148)

Há no Museu Britânico interessante manuscrito do ano 73 dC , em que um pai, preso, escreve a seu filho .Esta carta coloca Cristo, como tendo sido crucificado pelo povo judeu, ao lado de Sócrates e Pitágoras (pg 148 )

Vários relatos são apontados citando os cristãos. Para o autor isto comprova a existência do Senhor Jesus Cristo e a propagação de seus ensinamentos até esta data ( pg 155)

CONCLUSÃO :

Ao analisarmos este livro, notamos que o autor lança a si mesmo o desafio de comprovar que realmente o Novo Testamento, merece confiança como um documento histórico como tantos outros citados em áreas não religiosas e aceitos como verdadeiros.

Realmente é muito importante para nós cristãos praticantes, quando constatamos que as alegações dos inimigos do Evangelho de Cristo Jesus, podem ser combatidas com as mesmas armas que eles usam para nos combater.

Por isso mesmo, acho que este livro de F.F.Bruce, editado pela Editora Vida, vem enriquecer os argumentos daqueles que, empunhando a bandeira do verdadeiro cristianismo, têm procurado não só praticar, mas sobretudo ensinar a sã doutrina da Palavra de Deus, para a glória do Senhor Jesus Cristo.

Um livro como este deve ser lido por todos que, tendo o dever de pregar a Palavra de Deus, precisam fundamentar as verdades da Bíblia em meios acadêmicos, usando para isso todo o argumento disponível. E esse livro, sem dúvida, enriquece muito as possibilidades de se fundamentar o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Se bem que para a fé, não há obstáculos.

É CONFIÁVEL O NOVO TESTAMENTO?
Data:  03-08-2009
Autor:  Benedito Toledo de Almeida











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